Possível quebra do sigilo de delações causa temor ao Planalto

Presidente do STF deve sortear relatoria do processo da Lava Jato  | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, pretende fazer um sorteio entre integrantes da 2ª Turma do Corte para definir que irá assumir a relatoria do processo referente à Operação Lava Jato. A informação foi publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de São Paulo. Fazem parte da 2ª Turma os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

 Conforme a publicação, o futuro relator deverá decidir se quebra ou não o sigilo dos depoimentos de 77 executivos da Odebrecht, que tiveram nessa segunda-feira as delações homologadas pela ministra Cármen Lúcia. A possível quebra do sigilo causa temor ao Planalto e ao Congresso Nacional porque vários políticos podem ser citados. 

 Impacto

Assessores de Temer admitem, porém, que os desdobramentos das delações são imprevisíveis. Há apreensão com os efeitos da turbulência política sobre a economia. A imagem que se usa no Palácio do Planalto para definir o próximo período é a de uma "travessia em mar revolto".

 Na delação feita à força-tarefa da Lava Jato, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho citou o próprio Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco. Na lista de políticos mencionados por ele também aparecem os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado do DEM concorre à reeleição com o aval do Planalto.

Fonte: www.correiodopovo.com.br/Noticias/Politica/2017/1/609024/Presidente-do-STF-deve-sortear-relatoria-do-processo-da-Lava-Jato



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