Juiz de primeira instância de Curitiba concedeu "ao acusado o benefício da dúvida"

Paulo Ferreira foi preso em 23 de junho do ano passado | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória
Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória.

O juiz Sérgio Moro mandou soltar o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira. Alvo da Operação Abismo, 31º desdobramento da Lava Jato que investiga propinas em obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cempes), Ferreira estava preso desde 23 de junho do ano passado. Em dezembro, Moro estipulou fiança de R$ 1 milhão para soltar o ex-tesoureiro, mas a defesa alegou que ele não dispõe dessa quantia.

 Em janeiro, a juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro em férias, reduziu a fiança para R$ 200 mil, valor também não alcançado por Ferreira - seus advogados depositaram R$ 164,9 mil e ofertaram ainda um Citröen C4 Pallas 2.0.

 Nesta quinta-feira, o juiz da Lava Jato confirmou o valor a ser recolhido em R$ 200 mil e mandou soltar o ex-tesoureiro. A quantia remanescente deverá ser depositada em 45 dias. "Concedendo ao acusado o benefício da dúvida, pois é possível que tenha gasto o valor que lhe teria sido repassado com consumo ou em outras finalidades, é o caso de liberá-lo desde logo", decidiu Moro.

 Em seu despacho, Moro destacou que “é um tanto discutível” o argumento do ex-tesoureiro de que não possui recursos para cobrir o valor da fiança. O juiz observou que o próprio Paulo Ferreira admitiu ter recebido “valores vultosos” do lobista Alexandre Romano, o Chambinho, delator da Operação Abismo.

 Em dezembro, durante audiência na 13ª Vara Federal de Curitiba, base da Lava Jato, Paulo Ferreira confessou ao juiz Moro que 'o PT - e os outros partidos políticos - trabalha com recursos não contabilizados'. "Negar informalidades nos processos eleitorais brasileiros de todos os partidos é negar o óbvio'", disse, na ocasião.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Pol%C3%ADtica/2017/2/609246/Moro-solta-extesoureiro-do-PT-Paulo-Ferreira-



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